Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos,resta-nos um último recurso: não fazer mais nada.Por isso, digo, quando não obtivermos o amor,o afeto ou a ternura que havíamos solicitado,melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.Não fazer esforços inúteis,pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.Às vezes, é inútil esforçar-se demais,nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.Os sentimentos são sempre uma surpresa.Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.Quase sempre amamos a quem nos ama mal,e desprezamos quem melhor nos quer.Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado,resta-nos um só caminho...O de mais nada fazer.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Clarice Lispector
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O novo é sempre novo
Começar algo novo é amanhecer em outro fascínio.
Buscar um novo destino e contemplar, além, o acrescido.
Abster-se da presença habituada,
Das carícias ocultas, dos encontros súbitos.
Colocar um ponto final, saber que tudo tem fim...
Será?
Como dizer que acabou o que não começou?
O término de um começo que não tem fim?
Obscuro, cruel... Infeliz!
Preciso me reencontrar, me refazer.
Entender que o melhor caminho foi tomado: cada um no seu.
Vou seguir sozinha e com a alma tranquila, mas o coração... Ah, o coração!
Esquecer tornou-se uma necessidade.
Mas o foco está no novo,
Esse ainda não se apresentou.
A ansiedade perturba.
Que tudo seja, bem de pressa, recordações.
Quero o amor só para mim,
Não ter que dividir.
Ter você,
Sem esconder.
Encontrar-te e ficar,
Sussurros sem fugir!
Olhar nos olhos e me achar.
Tudo novo?
Assinar:
Postagens (Atom)

