sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
O novo é sempre novo
Começar algo novo é amanhecer em outro fascínio.
Buscar um novo destino e contemplar, além, o acrescido.
Abster-se da presença habituada,
Das carícias ocultas, dos encontros súbitos.
Colocar um ponto final, saber que tudo tem fim...
Será?
Como dizer que acabou o que não começou?
O término de um começo que não tem fim?
Obscuro, cruel... Infeliz!
Preciso me reencontrar, me refazer.
Entender que o melhor caminho foi tomado: cada um no seu.
Vou seguir sozinha e com a alma tranquila, mas o coração... Ah, o coração!
Esquecer tornou-se uma necessidade.
Mas o foco está no novo,
Esse ainda não se apresentou.
A ansiedade perturba.
Que tudo seja, bem de pressa, recordações.
Quero o amor só para mim,
Não ter que dividir.
Ter você,
Sem esconder.
Encontrar-te e ficar,
Sussurros sem fugir!
Olhar nos olhos e me achar.
Tudo novo?
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Belo texto!
ResponderExcluirTão belo quanto triste.
ResponderExcluirComo todo sopro do amor,
Não mais que uma brisa,
Trazendo frescor e deixando saudade.
Por que há tanta beleza
Onde mora uma lágrima?
Furtiva, secreta, ferina...
Sangue d'alma em agonia!
Mas não chores... muito.
O antídoto, bem o sabes,
Nasce do próprio veneno.
Tudo de novo, tudo novo?
O melhor é voltar no tempo,
Com força, para torná-lo novo.