sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lágrimas?


Hoje chorei

Tal ato estava longe, mas o vejo de volta.
Veio sem avisar, sorrateiro...

Lágrimas de um sofrer,
Lágrimas de amar,
Lágrimas de angústia,
Lágrimas de felicidade,
Lágrimas de saudade...

Quanto atrevimento existe nelas.
Fluem sem que eu as permita.
Eu sei, não fazem por mal
Só almejam aliviar o que está dentro
Lavar a alma, tirar as areias...
E exposta me assisto.


Queria dominar o coração
Acho que é de lá que brotam as lágrimas.
Seria tão simples: Seja feliz, agora!
Tum-tum, Tum-tum... É só o que sabe ‘responder’.
Ora mais rápido, ora nem tanto.
Do jeito que quer...
Fico tentando, tentando. Inútil.
Minha sorte é que ele sempre acerta.
Tem um fiel aliado: o tempo!

Quero viver, quero ser feliz, me encontrar no perdido... Quero amar
E, se possível, que me amem também, que pronunciem meu nome com amor.
Quero que me chamem para dormir: deita aqui, eu cuido de você!


É isso! Chorar não é reflexo de fraqueza
É a extremidade de amar.
As lágrimas também carregam em si: estou contigo,
Vamos conseguir, não te deixarei, fique calmo... Eu te amo!

Muitas vezes a dor da saudade se liberta com as lágrimas.

Hoje chorei
Amanha, se precisar, choro outra vez!


“Uma mulher pecadora da cidade, quando soube que estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro cheio de perfume; e, estando a seus pés, por detrás dele, começou a chorar. Pouco depois suas lágrimas banhavam os pés do Senhor e ela os enxugava com os cabelos, beijava-os e os ungia com o perfume” (Lc. 7, 36-38)


Um comentário:

  1. Show! Acho que vc escreve muito bem! Gostaria de ver mais textos seus por aqui!
    Ah! e o seu blog é um dos mais bonitos que conheço.

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