A árvore caducifólia é um símbolo marcante da estação que, particularmente, é a mais bela. Todo aquele colorido encontrado nos jardins remete ao novo: um novo começo de tudo. O desprender das folhas, sua leveza bailando pelos ares – é certo que encontrarão um vendaval fazendo-as buscar novos rumos – até tocar o chão... É a renovação da vida acontecendo. Magnífico! O ritmo perfeito: o som do encontro das folhas secas. Tão grandioso e tão imperceptível. Dos galhos lisos e secos, aparentemente quase sem vida, brotará uma nova folhagem verdinha e viçosa. Tão logo flores e frutos... O processo recomeça. É a vida renovável.
Acredito que da mesma forma aconteça com o ser humano: as folhas se soltam das árvores, os vendavais as espalham para todos os lados e, no fim, uma nova vida renasce. Não é um processo tão simples na vivência, mas, resumindo, é mais fácil aceitar.
O mais incrível do outono é saber que depois de tudo parecer tão sem vida, tão triste e tão frio, bate à porta a primavera, que precede o verão. Por isso acho a estação mais encantadora. Quando entendemos isso, aceitamos com mais facilidade a mutação que vivemos.
É outono: renove-se...

Muito bom mesmo! Gostei da analogia. Bom saber que você está florescendo novamente.
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